quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Alguma coisa

Hoje estou sem muitas ideias na cabeça, entao resolvi colocar um velho poema que a meses preciso entregar para a moça dos meus sonhos que nao sabe que eu existo, nao sabe que eu a amo e muito, mas sempre tem um problema para nos freiar e conduzir ao raciocino humano, ela namora; bom nao sei o que eu faço mas tenho uma lece esperança de um dia tela em meus braços, senti teu perfume, beija-la , tocar em suas maos, sei que um dia vou fazer isso, pois eu sei reciproco, entao ai vai :

" O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papeis onde eu escrevera meu nome. O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas,, comeu metros e metros de gravatas, a medida de meus ternos, o numero de meus sapatos, o tamanno de meus chapeus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de mues olhos e de meus cabelos. O amor comeu meus remedios, minhas recitas medicas, minhas dietas, comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-x. Comeu meus teste mentais, meus exames de urina, O amor comeu na estante todos os meus livros de poesias, comeu em mues libros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionario as palavras que poderiam se juntar em versos. Faminto, o amor devorou os utensilios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensilios: meus banhos frios, a opera cantada no banheiro, o aquecedor de agua de fogo morto mas que parecia uma usina. O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. bebeu a agua dos copos e das quartinhas. Comeu o pao de proposito escondido, bebeu as lagrimas dos olhos que, ninguem o sabia, estabam cheios de agua (...) o amor comeu ate os dias ainda nao anunciados nas folhinhas, comeu os minutos de adiantamento de meu relogio, os ano que as linhas de minha mao asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta, comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala. O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha noite, meu inverno e meu verao. comeu meu silencio, minha dor de cabeça. meu medo de morrer"

Um comentário:

  1. nuss profundamente lindo...reflete bem como o amor nos desnorteia e nos deixa sem chão...
    só quem amasabe o poder q ele tem sobre td...
    parabéns pelo seu blog bjus!!

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